Fatores que influenciam a permanência do catéter periférico em equinos: revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.63325/bjahh.2025.71Palavras-chave:
catéter venoso periférico, complicações, equinosResumo
Esta revisão aborda fatores que influenciam a permanência de cateteres periféricos em equinos, destacando estratégias para uso seguro, detecção precoce de alterações vasculares e redução de riscos clínicos, como infiltração, extravasamento de fluidos, alterações do fluxo sanguíneo, dor, hematomas, hemorragias e complicações infecciosas. Foi realizada pesquisa bibliográfica em bases como Google Acadêmico e SciELO, além de livros e revistas científicas, considerando literatura nacional e internacional dos últimos dez anos. Os resultados indicam que a viabilidade do cateter depende da técnica de inserção e fixação, tempo de permanência, características e volume das soluções, porte do animal, estado clínico e tipo de material utilizado, que influencia a formação de biofilmes e a predisposição a flebites e tromboflebites. Antimicrobianos e anti-inflamatórios podem favorecer a estabilidade do acesso venoso, enquanto substâncias irritantes aumentam o risco de reações adversas, especialmente em potros. Situações clínicas como endotoxemia, febre ou hipoproteinemia elevam a susceptibilidade à trombose jugular, reforçando a importância de manejo personalizado, escolha adequada do acesso periférico e uso de veias alternativas, como torácica lateral, cefálica ou safena. O estudo contribui para a prática clínica ao reunir evidências para prolongar a durabilidade do cateter e reduzir riscos, incentivando também o desenvolvimento de tecnologias para manejo hospitalar de equinos.
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